Caro leitor, já pensou no que há por trás do nome: da sua rua, do seu bairro, do seu estado, do seu país? E não estou me referindo aos aspectos legais que implicam a oficialização de um nome e o legitimam, mas nos aspectos culturais retomados implícita e explicitamente....
Um dos mais importantes linguístas, ou seja, estudiosos da língua, Saussure, tem uma das premissas assim resumidas “o signo é arbitrário”, ou seja, o nome de algo, em sua origem, não tem nenhuma relação com a coisa nomeada. Em grande parte isso é verdade, pois se compararmos um nome em várias línguas constataremos diferenças, demonstrando: o nome não é a coisa. “Borboleta”, por exemplo, em inglês, é “butterfly”, que significaria literalmente “manteiga voadora”. Mas, ao mesmo tempo, o nome (signo linguístico) tem uma motivação e associação histórica, geográfica, revelando uma “maneira de ver o mundo”. Ou ainda, de homenagear, descrever ou registrar “na” e “a” cultura.
“Brasil”, que ganhou esse batismo português, por causa da árvore “pau-brasil”, era “Pindorama”, em um dos idiomas indígenas dos povos que aqui habitavam, e significava “terra das palmeiras”. Temos muitas cidades com o radical “ita”, em referência ao mineral “pedra”; uma delas “Itapecerica”, vizinha de nós. Nossa região, “Interlagos”, tem esse nome por ser “entre lagos”, entre a Bilings, nome em homenagem ao engenheiro, e Guarapiranga, que significa, em tupi, segundo alguns dicionário, “lamaceiro, barreiro”e“guará vermelho”.
O predomínio de nome de santos remonta à tradição católica, herança portuguesa. Instigante mesmo é quando trocam o nome, mas os falantes fazem sua escolha, referindo-se ao nome antigo, fazendo-o presente. A Avenida Robert Kennedy, durante muito tempo era ainda chamada de Avenida Atlântica, precedida pelo adjetivo “antiga”, voltando a ter oficialmente esse nome em 2010. Interessante também quando a nomeação segue um padrão:
O bairro Vila Natal tem predominantemente como nome de ruas frutas e o termo “natal”; o Jardim Santa fé e Campinas têm como nome dos logradouros as constelações. Gosto de nomes que aludem à natureza, como Jardim Sabiá, Parque das árvores, mas tenho medo de que um dia sejam apenas referência a algo em extinção, registro do que houve, não do que há em abundância, principalmente em relação ao nome “Interlagos”. Cuidemos!
Um dos mais importantes linguístas, ou seja, estudiosos da língua, Saussure, tem uma das premissas assim resumidas “o signo é arbitrário”, ou seja, o nome de algo, em sua origem, não tem nenhuma relação com a coisa nomeada. Em grande parte isso é verdade, pois se compararmos um nome em várias línguas constataremos diferenças, demonstrando: o nome não é a coisa. “Borboleta”, por exemplo, em inglês, é “butterfly”, que significaria literalmente “manteiga voadora”. Mas, ao mesmo tempo, o nome (signo linguístico) tem uma motivação e associação histórica, geográfica, revelando uma “maneira de ver o mundo”. Ou ainda, de homenagear, descrever ou registrar “na” e “a” cultura.
“Brasil”, que ganhou esse batismo português, por causa da árvore “pau-brasil”, era “Pindorama”, em um dos idiomas indígenas dos povos que aqui habitavam, e significava “terra das palmeiras”. Temos muitas cidades com o radical “ita”, em referência ao mineral “pedra”; uma delas “Itapecerica”, vizinha de nós. Nossa região, “Interlagos”, tem esse nome por ser “entre lagos”, entre a Bilings, nome em homenagem ao engenheiro, e Guarapiranga, que significa, em tupi, segundo alguns dicionário, “lamaceiro, barreiro”e“guará vermelho”.
O predomínio de nome de santos remonta à tradição católica, herança portuguesa. Instigante mesmo é quando trocam o nome, mas os falantes fazem sua escolha, referindo-se ao nome antigo, fazendo-o presente. A Avenida Robert Kennedy, durante muito tempo era ainda chamada de Avenida Atlântica, precedida pelo adjetivo “antiga”, voltando a ter oficialmente esse nome em 2010. Interessante também quando a nomeação segue um padrão:
O bairro Vila Natal tem predominantemente como nome de ruas frutas e o termo “natal”; o Jardim Santa fé e Campinas têm como nome dos logradouros as constelações. Gosto de nomes que aludem à natureza, como Jardim Sabiá, Parque das árvores, mas tenho medo de que um dia sejam apenas referência a algo em extinção, registro do que houve, não do que há em abundância, principalmente em relação ao nome “Interlagos”. Cuidemos!
