Não se pode falar
de uma língua sem falar das línguas que contribuem com o vocabulário ativo.
Muitos entendem a globalização como algo contemporâneo, mas as culturas sempre
tiveram contato uma com as outras e uma das contribuições dessa interação é
linguística.
A língua
portuguesa no Brasil, portanto, difere-se da língua falada e escrita nos outros
países lusófonos exatamente pelas interações diferentes com outras culturas, ou
seja, fatores históricos e geográficos influenciam, como já afirmamos. Na
verdade, a língua portuguesa nem sempre foi a língua pátria do Brasil, já que
havia aqui os nativos, que falavam tupi e outras línguas indígenas. A própria
língua portuguesa é uma variação do latim. Em cada país em que se fala língua
portuguesa há suas características específicas, por isso tantas palavras no Brasil
se diferem de Portugal, do país asiático e dos países africanos.
Mas passemos à
proposta da crônica, que é abordar o estrangeirismo. Atualmente é comum no
Brasil termos várias palavras oriundas da cultura americana. Essa cultura e a
influência tecnológica (linguagem da internet) trouxeram consigo várias
palavras que foram incorporadas ao português, aportuguesadas ou apropriadas.
Palavras como "internet","facebook", "notebook",
"skype", "site", entre outras; "shopping",
"feeling", "hall", "closet", " fast
food", "self service" são exemplos, sem deixar de comentar a
incorporação de nomes próprios que perdem até a característica etimológica. O
item "son", dos nomes significa em inglês "filho", mas no
Brasil perdeu esse significado, assim "Anderson", "Jeferson",
"Davison" não significam filho de "Ander", de
"Jefer", de "Davi".
Mas não é só o inglês
que está incorporado ao vocabulário. Sendo o Brasil tão receptivo aos
imigrantes, recebe também sua cultura. Quem não conhece "pizza",
"sushi", " esfirra"?
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