É inegavel
a internet tem trazido um ilimitado número de informações, assim
como possibilitou a aproximação de pessoas e contextos diferentes, mas algumas reflexões
devem ser realizadas. Fala-se muito de informações, e a primeira diferenciação
deve ser: “informação não é conhecimento”. Ler vários textos, nem sempre é
estar lendo conteúdos corretos, por isso a fonte deve ser confiável e o site
ser autoridade naquilo que publica, pois qualquer um pode criar um blog, site
ou divulgar em redes sociais. Já conhecimento é a relação e correspondência que
se faz entre os textos lidos e entre
informações e conhecimentos já acumulados. É uma leitura mais ativa e
participativa, pois o leitor critica o texto, dialogando com o que lê. Sem
deixar de citar o acesso a reportagens recentes e antigas, que permitem ver o
curso (ou o discurso) da história; o acervo de livros e textos fictícios e não,
acadêmicos e opinativos, dentre outros; o acesso a cursos on-line, a vídeos
sobre vários temas de produções pessoais a profissionais, passando pelos filmes
comerciais e clipes musicais. Dessa forma, a internet possibilita a
congruência de mídias e uma gama de
possibilidades informação e conhecimento, mas também pode ser usada como entretenimento, passatempo, ocupação ou
desperdício do tempo.
Quanto
à aproximação de pessoas, isso é bem relativo, se analisarmos profundamente. As
pessoas expõem partes de sua vida em redes sociais e projetam uma imagem de si.
Quem as acompanham assistem a um "big brother" diário e eterno, (ou
no mínimo duradouro, já que pode ser replicado) e, por assisti-lo, é convidado
a seguir, curtir e compartilhar, mesmo que não saibam porque estão conectados
como “amigos”.
Mas, no outro esteio,
como dissemos, a internet aproxima pessoas geograficamente distantes e, se elas
são próximas na vida real, essa forma de comunicação torna-se uma extensão e
forma de manutenção. Ressalta-se, ainda, a validade daqueles relacionamentos
que nascem nas redes, transpassam os bytes e tornam-se belas e verdadeiras
histórias de amor, amizade e até mesmo de histórias de comunidades/grupos que
se formam por causas e ideais comuns.
Décadas passadas discutia-se se a tevê era boa ou má, hoje o foco da discussão
é a internet. Ela, como toda ferramenta que possibilita a comunicação e a
conexão com o mundo, não é boa nem má. Se para a tevê tem-se o controle remoto;
na internet, as teclas, o mouse, a seleção dos endereços do que ler, postar, clicar
são escolhas do internauta consciente.
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